terça-feira, 30 de setembro de 2014

O QUE É O CAMINHO DOS DIAMANTES?

Notório pedaço da história do país e da América do Sul. Destino cobiçado para o currículo da grande maioria dos cicloturistas nacionais e estrangeiros. Sabores inimitáveis; cenários que inspiram segurança e tranquilidade; paisagens naturais e culturais que impressionam. Inspiração para músicos, poetas e outros artistas. Se tudo isto ainda não for o suficiente, ouse descobrir muito mais pedalando ‘devagar’ por esta porção incrível da Estrada Real. (Therbio Felipe, Revista Bicicleta)

Primeiramente, não tem como falar em Caminho dos Diamantes sem dizer que está localizado na Estrada Real. Tal nome era dado a qualquer via terrestre que, no Brasil Colônia, era percorrido no processo de povoamento ou exploração de recursos naturais. Neste contexto de exploração, a fiscalização de tudo o que transitava era facilitada pela proibição à utilização de outros caminhos que não fosse a Estrada Real. Tal ato era considerado um crime contra a Coroa Portuguesa. 

As 'Estradas Reais' estavam presentes por todo o Brasil. Um dos principais trechos localizava-se em Minas Gerais, percursos que no total têm uns 1.600 km e ligavam o Rio de Janeiro a Ouro Preto e Diamantina. A rota era dividida em quatro trechos: Caminho Velho, Caminho dos Diamantes, Caminho Novo e Caminho do Sabarabuçu.


Obs. Clique nas fotos para vê-las em tamanho original
O caminho dos diamantes passou a ter relevância a partir de 1729, quando as pedras preciosas de Diamantina - MG / Brasil ganharam destaques em economias brasileiras e portuguesas. Além da história de seus municípios, a cultura, a beleza natural e gastronomia típica fazem do Caminho um lugar com muitos atrativos. 



Neste trecho, o viajante percorrerá 395 km divididos em 18 planilhas. Para quem percorre no sentido Ouro Preto - Diamantina, 173 km oscila entre subidas curtas e longas, sendo uma das mais longas entre Santo Antonio do Norte a Itapanhoacanga, com uns 6 km, e Serro a Diamantina, com uns 14 km. Dos 395 km 26% (105,9 km) são asfalto, 0,5% (2 km) trilha e 73,5%  (289 km) estradas de terra. 
Hoje em dia, é possível transitar pela Estrada Real portando um 'passaporte' simbólico, obtendo carimbos que marcam a passagem pelas principais cidades. No fim de cada Caminho, o participante poderá retirar um certificado de conclusão de percurso. Para solicitar, basta entrar no site e preenche-lo, retirando posteriormente nas cidades de Ouro Preto ou Diamantina.
http://www.estradareal.tur.br/passaporte



Normalmente o viajante gasta em média 7 dias, para percorrer de bike, e uns 20 dias a pé. Segue outros 'trechos' X 'tempo para percorrer'.



Segue também, um trailer do vídeo de Olinto sobre a estrada:

http://www.olinto.com.br/index.php/guia-livro-dvd-viagem-bicicleta/estrada-real-caminho-diamantes/


PLANEJAMENTO

Passei o ano inteiro imaginando como deve ser lindo Minas Gerais... até tentei fazer algumas 'excursões' para o estado e o 'antegosto' só me deixou com mais vontade ainda de fazer uma cicloviagem por lá! Há pouco tempo, descobri que a Estrada Real está cada vez mais organizada e há mapas, informações e rotas disponíveis no site http://www.estradareal.tur.br/home, inclusive por trechos. Meu sonho era fazer a estrada real completa, mas não tenho folga suficiente para os 1.000 km. Com isso, decidimos fazer o primeiro trecho - Caminho dos Diamantes, que vai de Ouro Preto a Diamantina, 400 km! 



As companhias não poderiam ser melhores: Maria Mendes, Carlão, Claudinha, Filipe e eu! Nossa querida amiga Alessandra foi compartilhar de nosso planejamento.



Bom, exatamente no dia 29/09/2014, Maria me manda uma mensagem... 'E ai, vamos?' Decido avaliar a logística, que não é das melhores. Ou enfrentamos umas 15 horas de viagem, de ônibus, ou colocamos a mão no bolso, tiramos os escorpiões, e partimos de avião... segunda opção escolhida! 
  • A ida será no dia 22/12/2014
  • Ônibus Azul - Sorocaba a Viracopos 13h30 - gratuito
  • Avião (Voo AD-4250 / 16h16 ) Viracopos a BH(Cofins) - R$ 202,00
  • Aeroporto a Rodoviária - ônibus Conexão Aeroporto - R$ 9,95
  • Rodoviária - Ônibus de BH a Ouro Preto - R$ 28,00. 
  • Previsão de chegada aproximada - 21h30 hrs, ou seja, 08h30 de viagem 
Importante - A bike deverá ser acondicionada em mala bikes ou uma caixa com a dimensão de uma mala grande de rodinhas - 79 X 50 X 31. O peso não pode ultrapassar 23 Kg, caso contrário, pagará excesso de bagagem. Pode levar mais de um volume.
  • A volta será no dia 01/01/2015
  • Ônibus Diamantina a BH - 6h da manhã - R$ 77,00
  • Conexão - Rodoviária a aeroporto - R$ 9,95
  • Avião (voo AD 4045 das 15h45) BH a Viracopos- R$ 114,00
  • Ônibus Azul - 18h45
De acordo com o site, é interessante deixar reservado com antecedência as pousadas e hotéis, devido a época do ano. Segue as pousadas escolhidas e seus respectivos valores:

mais informações disponível em cada dia
** Lembrando que alguns valores conseguimos devido a colocar mais camas no quartos, ou seja, quartos solteiros são sempre mais caros**

O valor aproximado que gastaremos, contando com as refeições (R$30,00 por dia), será de aproximadamente R$ 1.400,00 por pessoa. 

Outra coisa que poderá ser feito com antecedência de no máximo 60 dias, é solicitar o passaporte através do site da Estrada Real - http://www.estradareal.tur.br/passaporte


E que venha a grande viagem!!
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19/12/2014

Hoje foi nossa última reunião e a entrega do lindíssimo uniforme que conseguimos confeccionar através da Moon Bikers. A Maia, proprietária da confecção, e o Lucimar, diretor de artes, como sempre conseguiram nos impressionar com tamanho capricho!


Moon Bikers - 11 2306-4441 ou 11 997 076 867
E-mail - vendas@moonbikers.com.br
Há outra grande novidade. Um belo dia Vera Marques, uma psicologa de Araçatuba, me pediu em amizade no facebook. Ela comentou que gostava dos meus post's no grupo do Caminho de Santiago. Logo ela teve acesso aos meus blog's e passou a acompanhar nossas ciclo-aventuras. Umas duas semanas, antes de nossa viagem, ela me mandou a seguinte mensagem: 'Acha que ainda dá tempo de incluir mais dois?' Ao que respondi: Bora lá!! A danadinha correu atrás de tudo, passagens, reservas, mala bikes e nos conhecemos pessoalmente em Ouro Preto. 


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22/12/2014

O Grande dia chegou! Fomos de carro até o Világio Shopping para  dali pegarmos o ônibus da azul, conforme o planejado. 

Bagagem de Filipe e eu - 2 Mala Bikes e 2 alforges despachados
2 alforges como mala de mãos.

Bikes e alforges acondicionados no porta malas do ônibus

Tive muitooooo medo quanto ao despacho de nossas preciosas bikes mas, por sorte, o menino que nos atendeu no guichê da Azul também pedala e cuidou muito bem delas! A bagagem de Filipe e eu, somadas, pesaram 41 Kg. Não nos foi cobrado nenhuma taxa adicional pois, de acordo com eles, juntos, podíamos levar até 46 kg. 


Super excitados, seguimos para a sala de embarque e na sequência pegamos o avião rumo a Confins, BH. 



A chegada ao aeroporto foi rápida e tranquila. Nos disseram que as bikes chegariam por meio de uma porta. Por isso, nos dividimos. Carlão e Filipe, aguardavam na porta, enquanto Claudinha, Maria e eu ficávamos na esteira aguardando os alforges. Não sei por qual razão, ao invés de sair pela porta, as bikes acabaram saindo todas pela esteira. 


Daqui, seguimos a fim de embarcar em um ônibus até o terminal rodoviário. O custo foi em torno de R$ 10,00 por pessoa. Aliás, este ônibus, foi a aventura do dia, pois ele descia as pirambeiras de BH numa velocidade! Apertamos bem os cinto de segurança e seguimos até o ponto final. Acho que levou uns 50 minutos até lá. 



Quando chegamos na rodoviária, vimos o tamanho da confusão! Haviam umas 300 pessoas na fila da operadora de ônibus Pássaro Verde... havia apenas 2 guichês funcionando. Faltavam 15 minutos para as 20h e tinha um ônibus partindo para Ouro Preto. Mas os quinze minutos se passaram e a fila não andou... O ônibus partiu vazio devido às pessoas não conseguirem comprar passagens. A muvuca era tanta, que tinha até a rede globo cobrindo uma matéria por lá e, Maria e eu, acabamos sendo entrevistadas (hehe). 

Olha a pequena fila da rodoviária.
Após 30 minutos na fila, percebi que não conseguiríamos pegar sequer o ônibus das 21h. Ai, pus a cabeça para pensar e tive uma ideia. Comprei as passagens pelo site, imprimi o voucher em uma lan house da rodoviária e segui para uma fila bem menor. Conseguimos as passagens faltando uns 15 minutos para o ônibus partir. E viva a era da internet!!

A viagem durou 2hr. Por sorte o ônibus era super confortável e dormimos a viagem toda. Detalhe: estava vazio...


Chegamos a Ouro Preto umas 23 hr, cansados e extremamente famintos. Tínhamos que definir como iríamos até a pousada, que ficava a 2 km dali. Após discutirmos, decidimos montar as bikes ali e seguir pedalando. 



Meu marido estava num mal humor e eu sabia que era fome... em plena segunda-feira, às 0hr, a única coisa que conseguimos foi uma conveniência de um posto de gasolina. Foi um quebra-galho, mas com a fome que estávamos, foi ótimo!


Barriguinhas cheias, seguimos pelas ladeiras mineiras em busca do Sorriso do Lagarto, um hostel que encontrei através do site da Estrada Real. No caminho, aproveitei para fazer umas fotos. 




Logo encontramos a tal pousada. Ao entrarmos, percebemos que limpeza não é o forte dali. Fiquei muito chateada, pois me sentia responsável, afinal, foi eu que fiz as reservas para todos. O que mais me chateou, foi que a indicação vinha do Instituto Estrada Real... será que eles averiguaram se o local tinha condições de receber alguém? Enfim, tive uma crise de riso, de nervos é claro. Após um banho, conseguimos nos ajeitar e dormir, todos no mesmo quarto. Era só uma noite...



Dormir - Sorriso do Lagarto - Hostel (não recomendado)
(http://www.osorrisodolagarto.com.br/ouropreto/ouropreto/fotos/)
Fone - 31.3551-4811 / 3552-2729 / 8509-2578 / 8585-0298
ouropreto@osorrisodolagarto.com.br
R$ 55,00 por pessoa / com café da manhã / tem cozinha

DIA 1 - OURO PRETO A CAMARGOS - 28 KM

ALTIMETRIA POR TRECHOS



Detalhes do Caminho

Ouro Preto - Alguns pontos turísticos:

  • Praça Tiradentes; Pq. Estadual do Itacolomi; Museu das Reduções; Museu da Inconfidência; Passeio Maria Fumaça; Igreja de São Francisco de Assis; Casa dos Contos; Igreja Ns. Sra. do Pilar; Ns. Sra. do Rosário; Centro Cultural e Turístico da Fiemg.

Ouro Preto a Mariana - o trecho é feito por estrada asfaltada, o que requer muita atenção. Neste trecho, passa-se pela Mina da Passagem - única mina de ouro do Brasil, aberta a visitação. A visita de 40 minutos tem o custo de R$ 26,00 para crianças e R$ 35,00 para o adulto. O local fica aberto entre 09h e 17h30. 



A cidade de Mariana tem um acervo riquíssimo das mais belas obras do barroco mineiro. 

Mariana a Camargos - Percurso por estrada de terra, em boas condições, cercada por grama e com um mar de morros em seu trecho inicial. Logo a mata fica mais densa e com árvores altas, deixando a estrada mais fechada e bonita. 

Camargos - devido a sua localização, tem uma vista de encher os olhos!
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Diário de Bike

Apesar da 'precariedade' do local, dormimos bem. Acordamos apenas às 8h, horário que havíamos programado no dia anterior. Após arrumarmos nossas tralhas, seguimos para dar uma sondada no café da manhã do hostel e decidimos arriscar comer por aqui mesmo. 



Combinei de encontrar Vera e José Marques às 09h, na praça Tiradentes. Meio atrasados, partimos em direção ao ponto de encontro e rapidamente ouvimos alguém nos chamar. 





Foi muito bom poder conhecê-los pessoalmente! Eles ficaram super preocupados por estarmos 'prontos', visto que achavam que partiríamos apenas a tarde. Mas disse a eles que se arrumassem com calma, pois ainda tínhamos algumas coisas para fazer. Nos despedimos, combinamos um horário, e seguimos em direção aos correios. (É claro que, para isso: desce, desce, desce, desce...) Como já sabíamos onde iriamos ficar em Diamantina, despachamos nossos mala-bike's via sedex, para o hostel, assim carregaríamos menos peso. 





O envio custou R$ 35,00, bem menos do que imaginávamos. Mercadoria despachada, seguimos para o Centro de Atendimento ao Turista, na praça Tiradentes, para pegar as credenciais. (É claro que, para isso: sobe, sobe, sobe, sobe...)




É necessário entregar 1 Kg de alimento não perecível, para a retirada dos passaportes. Por isso, passamos em um mercadinho e na sequência seguimos até lá. Tudo certo, passaportes em mãos, fotinho para registrar o primeiro carimbo do caminho. 




Quando fazia esta foto, fomos abordados por Kamila, uma polonesa que mora em São Paulo, ciclista e extremamente divertida. Ela nos perguntou o que estamos fazendo por aqui, para onde iríamos e começamos uma longa e boa proza com ela. Ela pratica triathlon e recentemente chegou em segundo lugar, em sua categoria. Depois de muita conversa, lhe dei o meu cartão e pedi para me add no facebook, para mantermos contato, o que ela fez mais tarde. Antes da despedida, aproveitamos para fazer uma foto com ela .




A seguir, fomos dar uma voltinha pela cidade e fazer umas fotos em alguns pontos turísticos. (E, para isso: sobe, sobe, sobe, sobe, desce, desce, desce, desce rsrs).


Igreja Nossa Sra, do Pilar - 1712 - considerada a mais rica do Brasil.
Estação Ferroviária - 1888
Igreja São Francisco de Assis 
Feira de Artesanato (a maioria produzido em Pedra Sabão)
Museu da Inconfidência - 1930
Praça Tiradentes 1894
É claro que haviam muitos outros lugares para ir, mas estava na hora de partir... não antes de comer um delicioso pão de queijo, é claro... 



E aqui começou oficialmente nossa Estrada Real...

Sempre que saio em expedição, dou uma sondada no blog de meu querido amigo Oswaldo Buzzo, pois ele já fez praticamente todos os caminhos que ainda pretendo fazer um dia. Suas informações são ricas em detalhes e histórias. Ele comentou que, antes de partir para o Caminho dos Diamantes, relembrou o poema "A Vida", de Augusto Branco:
"Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você não deveria passar!
Viva!!
Bom mesmo é ir a luta com determinação
Abraçar a vida com paixão
Perder com classe
E vencer com ousadia
Porque o mundo pertence a quem se atreve
E a vida é "muito" para ser insignificante.

Achei tão propício e confesso ter lembrado disso. É exatamente o que vamos fazer nos próximos dias: viver, ousar, perder, ganhar... nos sentir vivos!! 

Passamos novamente em frente a pousada onde dormimos e seguimos em frente, rumo a Mariana. 

Durante alguns quilômetros pedalamos em paralelepípedo. Ruas estreitas e alguns carros passavam por ali. Na sequência, a estrada ficou um pouco mais larga e no final de uma subida, não muito íngreme, chegamos a um mirante da cidade. Paramos para fazer mais algumas fotos.







Á partir daqui, uma longa estrada em asfalto nos levaria até nosso próximo destino. Longas descidas, paisagens e muito verde, faziam a pedalada muito tranquila! Chegamos rapidamente a Mina da Passagem, a maior mina de ouro desativada, aberta a visitação. 



O preço para entrarmos era R$ 35,00. Já havia ligado anteriormente e conversado com um responsável que me havia dito que para grupos, de no mínimo 10 pessoas, faria um preço melhor, R$  26,00 (semelhante ao preço para crianças). Estávamos em 7 pessoas. Cheguei na recepção e, com a maior cara de pau, disse: 'Liguei antes e conseguimos aquele desconto para grupos, por isso viemos.' A pessoa me olhou assustada e sequer confirmou minha informação, nos passando os ingressos de 'crianças' no valor de R$ 26,00 (hehe). Só faltava eu convencer a todos de fazer a visita, o que foi super simples. Logo, estávamos todos descendo num carrinho (semelhante a uma montanha russa, só que devagar), 120m abaixo da terra. 





O carrinho desce através de um sistema de cabos. Já na entrada do túnel, a temperatura fica bem fresca e agradável.



Recebemos uma bela explicação de como se deram os inícios das minerações por aqui, através dos ingleses. A guia, conforme nos contava, nos levava por entre as galerias e túneis, sempre apontando e demonstrando, fazendo com que a visita fosse interativa. Ao final do túnel, há uma gruta de água cristalina que é muito procurada por mergulhadores, devido a sua boa visibilidade. 









Na saída, ela nos mostrou como é feita uma 'garimpagem' e isso nos deixou de queixo caído. É necessário passar horas para se conseguir algumas gramas do metal precioso.




Carlão pediu para conhecer a oficina do local. Ele ficou impressionado com tornos e maquinário de 1.800, que ainda funcionam, e conseguiu um guia para explicar a função de cada uma delas, que nasceu praticamente na mesma época das máquinas...  depois de aguardarmos ele, uma meia hora, decidi entrar e interromper a maravilhosa explicação, afinal, precisávamos continuar nossa jornada. Obrigada meu querido e desculpe o mal jeito!




Rapidamente chegamos a cidade de Mariana. Seguimos para pegar nosso segundo carimbo, na Casa do Turista.




Seguimos então para a Sé, onde encontra-se o famoso Órgão da Sé, um instrumento, presente da coroa portuguesa, que encontra-se aqui desde 1753. Ele não pode ser fotografado, mas Verinha só descobriu isso depois de alguns clicks (hehe).





Estávamos com fome, mas já não era tão cedo, por isso, decidimos tentar achar um restaurante para ver se conseguíamos garimpar uma refeição. O lugar que encontramos já estava tipo 'fim de feira', mesmo assim, a comida estava muito boa!



O garçom, que também pedala, foi extremamente atencioso e conversou um bom tempo conosco, nos explicando tudo sobre o caminho que pegaríamos na sequência. Pedimos que saísse em nossa próxima foto. Ficou meio tortinha mas dá para ver a todos. 



Ao passarmos em frente a estação ferroviária, vimos o primeiro marco. Quanta emoção! Fizemos milhões de fotos. 




Daqui, seguimos sentido Camargos. As subidas começam a surgir e as paisagens também. Mas, para nossa tristeza, a sapatilha de Carlão também sentiu a subida e descolou o solado. Já ouvi dizer que, quando precisamos, sempre aparecem anjos em nosso caminho e foi exatamente nesta hora que surgiu um casal vindo em nossa direção, pedalando. Eles imediatamente pararam e se ofereceram para ajudar, levando Carlão a uma 'loja' que ainda nem abriu. Com muitas opções, dentro de uma garagem, Carlão conseguiu uma bela sapatilha a um ótimo preço. Valeu Carol e Lauro Rooke. 



Nós seguimos sem Carlão, pois sabíamos que ele poderia nos alcançar. 









Era difícil resistir a cada marco que surgia em nosso caminho.







Não havíamos nos enganado, Carlão nos alcançou muito antes do que imaginávamos. Chegamos a Camargos quando começava a escurecer. 




Perguntamos aos moradores onde localizava-se a pousada da Dona Dica e descobríamos que já havia passado. Voltamos um pouquinho e logo a encontramos. Conhecemos então, o querido Sr. Dario e Dica, em sua pousada, típica casa de vó e limpíssima. Ficamos em quartos separados e nos dividimos em dois banheiros. De forma muito carinhosa, eles nos aguardavam com um café da tarde e um bolo, sobre a mesa. Antes mesmo de tomarmos banho, sentamos todos e comemos nosso merecido café da tarde. 









Super atenciosos e preocupados, eles providenciaram que um bar bem próximo nos fizesse o jantar. Após lavar as roupas, tomamos um delicioso banho e seguimos para nosso jantar, desses assim bem caseiros.




E assim terminamos nosso primeiro dia perfeito, no Caminho dos Diamantes. 
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Reserva confirmada com Dona Cota - SUPER RECOMENDADO!

Fone - 31-3557-1752 / 9668-1752 
Rua do Cruzeiro - Chácara Camargos Pousada
R$ 50,00 - com café da manhã


https://www.facebook.com/pages/Ch%C3%A1cara-Camargos-Pousada-Camargos-Minas-Gerais/175245925914317
Fonte de pesquisa:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Matriz_de_Nossa_Senhora_do_Pilar_(Ouro_Preto)
http://www.estacoesferroviarias.com.br/efcb_mg_pontenova/ouropreto.htm
http://www.feriasbrasil.com.br/mg/ouropreto/comprarartesanatoempedrasabao.cfm
http://www.museudainconfidencia.gov.br/interno.php?pg=historico_a_criacao_do_museu_da_inconfidencia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pra%C3%A7a_Tiradentes_%28Ouro_Preto%29

Fotografia:
Claudia Jak
Maria Mendes
Vera Marques